quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Piscina de bolinhas


Ele sobe decididamente os três degraus da escadinha e chega ao topo do escorregador - mamãe, mão! - meu bebê de um ano e nove meses me pede um pouco de segurança para se ajeitar e descer o escorregador. 

Não chega até o final, quer sair logo da rampa antes de cair naquela imensa caixa cheia de coisas redondas coloridas que afundam. Ele já tinha experimentado colocar o pé e percebeu que poderia sumir ali dentro - para onde foi aquele bolinha amarela que estava ali? Afundou ou perdeu-se, certamente. Com receio de ter o mesmo destino da pobre bolinha amarela, ele não quer passar perto dessa piscina movediça.

Mamãe tenta várias vezes mostrar que pode ser divertido.

Sem sucesso.

Dentro do baú do playground, ele acha uma boneca descabelada e sem roupa - neném! - Abraça a boneca como quem reencontra um querido amigo. Como um bom amigo, ele a leva para conhecer as maravilhas do espaço kids. 

Quando me dou conta, estão os dois dentro da piscina de bolinhas se divertindo!

Não sei se ele entrou na piscina porque a boneca lhe deu coragem ou porque queria protegê-la daquele mar de bolinhas. Crianças nem sempre explicam suas razões. 

Mas, enquanto os observava brincar, pensei que talvez a coragem raramente venha sozinha. Às vezes ela chega de mãos dadas.

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